Cravo

O CRAVO é um instrumento de tecla com cordas dedilhadas. A sua forma eSaltareloxterior aproxima-o do piano de cauda, enquanto que o som que produz nos remete para o som da viola dedilhada. A tecla do cravo, ao ser pressionada, vai elevar uma peça — o saltarelo — que comporta uma espécie de pequena unha em plástico — o plectro — que belisca a corda colocando-a em vibração. Quando a tecla do cravo deixa de ser pressionada e volta ao seu lugar, o saltarelo baixa e um pequeno feltro assenta sobre a corda fazendo cessar a vibração.

A extensão do teclado do cravo é inferior à do piano: embora variando segundo os modelos ela compreende, grosso modo, cerca de cinco oitavas, indo de Fá 0 a Fá 5. Embora este instrumento não possua uma capacidade de variação da amplitude sonora semelhante à do piano, ele tem ainda assim alguma capacidade de criar dinâmica, seja através da acção digital, da articulação ou, por último, através da variação dos registos. O cravo possui normalmente dois ou três registos diferentes, que são accionados por meio de alavancas próximo do teclado. Cada registo tem uma sonoridade característica porque é produzido por um conjunto diferente de cordas e de plectros. A combinação de vários registos produz também grande diversidade sonora.

O cravo foi um instrumento de grande importância no período Barroco, tanto como instrumento solista como enquanto instrumento acompanhador. Caiu em desuso no século XIX e voltou a renascer no século XX, tendo vindo a ganhar, desde então, popularidade crescente.

Cravo


Para ouvir:

excerto de D. SCARLATTI (1685-1757), Sonata em sol menor, K. 30: Fuga
excerto de J. S. BACH (1685-1750), Concerto para cravo, BWV 1052, 1º andamento

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